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Interpretar o Custo de Carregamento

O novo regime jurídico para a mobilidade elétrica, que entrou em vigor em agosto de 2025, implementou novas regras de apresentação dos valores a pagar pelo utilizador de veículos elétricos, definindo que o custo de um carregamento deve ser apresentado no seu valor final, já com os impostos incluídos. Trata-se de uma tentativa de tornar esta experiência semelhante à de abastecer um veículo a combustíveis fósseis.  

Neste quadro regulatório, os Operadores e os Prestadores de Serviços para a Mobilidade Elétrica podem ou não aplicar exclusivamente o preço por kWh. Mas são obrigados a disponibilizar no respetivo website ou app informação que permita ao utilizador acompanhar em tempo real o custo de cada sessão de carregamento.

Até 31 de dezembro de 2026, está em vigor um período transitório, que permite que os Comercializadores e os Operadores ligados à Plataforma de Gestão da Mobilidade continuem a exercer a sua atividade de forma livre e concorrencial. A estes, continua a ser exigido que discriminem cada parcela que constitui o preço de uma sessão de carregamento. Dado que cada empresa tem o seu próprio modelo de negócio e tarifário, por vezes, a interpretação do custo final de cada carregamento pode ser menos imediata.

No entanto, carregar um veículo elétrico é, na prática, mais cómodo e flexível:
•    Pode ser feito em casa, no trabalho ou em espaços públicos;
•    Não exige a nossa presença constante durante o carregamento;
•    O pagamento pode ser feito com um cartão ou app de energia (durante o período transitório), cartão ou app de um Operador ou de um Prestador de Serviços para a Mobilidade Elétrica, ou ainda com cartão bancário diretamente no posto.

A dificuldade em prever o custo final de um carregamento (nos postos ligados à Plataforma de Gestão da Mobilidade) deve-se ao facto de resultar da combinação de dois tarifários distintos:
•    O tarifário do Comercializador, que fornece a energia;
•    O tarifário do Operador, que cobra pelo uso do posto (consulte os valores aqui);

Ambos podem seguir lógicas diferentes: por kWh, por minuto, por sessão, ou uma combinação destes.

O que é uma ocupação ineficiente?

•    Usar um posto muito potente para um veículo com bateria pequena;
•    Deixar o veículo ligado após o carregamento estar completo;
•    Carregar a bateria fora do intervalo ideal (20%-80%), o que reduz a velocidade de carregamento.

Em resumo...

Os carregamentos na rede nacional de carregamento oferecem transparência, liberdade de escolha e comodidade, mas exigem alguma informação prévia por parte do utilizador para tomar decisões mais eficientes. Felizmente, existem ferramentas digitais e estratégias simples que ajudam a estimar o custo e a tirar o máximo partido da mobilidade elétrica.